O Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais em Adultos e Crianças já foi disponibilizado pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde. A publicação apresenta os fluxogramas recomendados para uso pelos serviços de saúde públicos e privados no Brasil, considerando a necessidade de se criarem alternativas para a ampliação do acesso ao diagnóstico das hepatites virais, em atendimento aos princípios da equidade e da integralidade da assistência, bem como da universalidade de acesso aos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

O manual vem em resposta a uma consulta pública realizada pela Secretaria de Vigilância Sanitária em 13 de janeiro de 2015, e leva em consideração que, para o diagnóstico da infecção pelas hepatites virais, é necessária – além do resultado dos testes iniciais – a avaliação conjunta da história clínica e do risco de exposição do indivíduo à infecção, entre outros fatores. O manual também pretende amainar as consequências de um fato ainda incontornável: podem ocorrer resultados falsos-negativos, falsos-positivos, indeterminados ou discrepantes, já que não existem testes laboratoriais 100% infalíveis para o diagnóstico de hepatites virais.

O manual será revisto semestralmente e atualizado por um comitê composto por especialistas. Segundo o texto do documento, o diagnóstico preciso e precoce desses agravos permite um tratamento adequado e impacta diretamente a qualidade de vida do indivíduo, sendo ainda um poderoso instrumento de prevenção de complicações mais frequentes como cirrose avançada e câncer hepático.

O diagnóstico é baseado na detecção dos marcadores presentes no sangue, soro, plasma ou fluido oral da pessoa infectada, por meio de imunoensaios, e/ou na detecção do ácido nucleico viral, empregando técnicas de biologia molecular. O constante avanço tecnológico na área de diagnóstico permitiu o desenvolvimento de técnicas avançadas de imunoensaios, incluindo o de fluxo lateral, que são atualmente empregadas na fabricação de testes rápidos (TR). Os TR são de fácil execução, não exigem infraestrutura laboratorial para a sua realização e podem gerar resultados em até 30 minutos, permitindo ampliar o acesso ao diagnóstico.


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